Qualidade de Vida / Saúde

Campanhas de Vacinação Infantil devem ser encerradas sexta-feira Crianças menores de 5 anos precisam ser levadas até uma unidade básica de saúde para receberem doses contra Paralisia Infantil e Sarampo

Campanha de Vacinação Infantil 2

Pelo calendário do Governo Federal, terminam nesta sexta-feira, 28 de novembro, duas campanhas de vacinação: a Nacional Contra a Paralisia Infantil e de Seguimento Contra o Sarampo.  As doses estão sendo aplicadas desde o início do mês e a expectativa do Ministério da Saúde (MS) é imunizar mais de 11 milhões de brasileirinhos em todo o País. Em Minas Gerais o número se aproxima dos 2 milhões e em Três Pontas o público alvo do movimento preventivo soma 3.250 crianças.

Meninas e meninos de 6 meses a 5 anos incompletos devem receber as gotinhas que previnem contra a Paralisia Infantil (Poliomielite).

Na vacinação contra o Sarampo, a idade indicada é de 1 ano a 5 anos incompletos. A vacina Tríplice Viral previne também contra Caxumba e Rubéola. 

De acordo com o Serviço de Vigilância Epidemiológica (SVE) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Pontas, é importante que todas as crianças nas faixas etárias previstas para as Campanhas sejam levadas até o posto de saúde. Na unidade, cada caso é avaliado. Se houver alguma contraindicação ou vacinas em atraso, as profissionais da Saúde saberão orientar os pais ou outros responsáveis e ainda colocar a Caderneta de Vacinação em dia.

Na Cidade, as salas de vacinação dos postos de saúde funcionam das 7 às 4 horas da tarde. É indispensável a apresentação da Caderneta de Vacinas da criança.

Números

No início da manhã de hoje (26), 8.408.735 doses contra a Paralisia Infantil tinham sido aplicadas no Brasil, correspondendo a 66,12% do montante. Em Minas, o número era de 823.505 doses ou 70,76% da meta estipulada pelo Ministério da Saúde. No município de Três Pontas, até então, 2.360 crianças receberam a imunização ou 72,89%.

Em relação à Tríplice Viral, os números eram, respectivamente, 6.627.098 (60,30%), 636.037 (61,53%) e 2.179 (76,14%).

Campanha de Vacinação Infantil 1

Se não vacinar, doenças podem voltar

Paralisia – O último caso de Paralisia Infantil (Poliomielite) foi registrado no Brasil em março de 1989, no município de Souza (PB). Portanto, em 2014, o País celebra 25 anos de erradicação da doença. Em Minas, o último registro foi em Santa Maria de Itabira, em 1987.

Acontece, porém, que a Paralisia Infantil ainda é registrada em países da África e Ásia. Hoje, com a facilidade de movimentação das pessoas, principalmente através dos voos internacionais, é possível que alguém traga o vírus selvagem (vírus que carrega a doença).

O único meio de afastar o risco de reintrodução da doença no Brasil é vacinando o maior número de crianças possível. “O vírus vacinal briga com o vírus selvagem, portanto, ele tem que estar em maior número para vencer uma possível batalha”, explica o SVE de Três Pontas.

SarampoO Sarampo é uma doença grave que estava praticamente erradicada no Brasil. Mas, segundo o Ministério da Saúde em 2013 e 2014 foram registrados 596 casos no País. As maiores concentrações aconteceram em Pernambuco e no Ceará.  Possivelmente alguém trouxe o vírus de fora e a doença foi disseminada nos não vacinados.

Sendo assim, para montar novamente o bloqueio, é fundamental que todas as crianças de 1 a menos de 5 anos recebam a dose preventiva, mesmo que já tenham sido vacinadas com a Tríplice Viral.

Prorrogação

O encerramento das Campanhas, como já citado, está previsto para sexta-feira (28). A prorrogação poderá ser anunciada pelo Governo Federal caso a meta estabelecida não seja atingida até a data.

 (Ilustrações Internet/Clube do Zé Gotinha)

 

 

 

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Arlene Brito

Arlene Brito

Jornalista formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (Unis-MG). Atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa de Três Pontas (MG): TV Cidade, Rádio Três Pontas, Jornal Tribuna, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, Jornal Correio Trespontano e agora está à frente do site Sintonizeaqui. Indicada para compor a equipe de assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais (2003/2010), optou por continuar em sua Terra Natal registrando os principais fatos e acontecimentos e, assim, ajudar a escrever a história do Município conhecido internacionalmente como a Capital da Música e do Café.