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Cine Debate deste domingo foca violências contra a mulher Evento assinado pela Frente Feminista de Três Pontas será aberto com a exibição do curta francês, “Maioria Oprimida”

Cine Debate Maioria Oprimida 2

“No que parece ser um dia comum, um homem está exposto ao sexismo e violência sexual em uma sociedade governada por mulheres”.

Partilhar vivências, experiências, conversar sobre as violências cotidianas contra a mulher. É esta a proposta do Cine Debate de hoje, domingo (8), agendado para as 19 horas, no Centro Cultural Milton Nascimento, em Três Pontas. A entrada é de graça.

Com a exibição de “Maioria Oprimida” serão iniciados os trabalhos. O curta-metragem Maiorité Opprimée, da atriz e diretora francesa, Eléonore Pourriat (2010), supõe uma sociedade dominada por mulheres na qual os homens são submetidos a assédio sexual, múltiplas violências, diminuídos nas suas capacidades entre outras situações que a mulher não fictícia conhece bem.

O filme acompanha um dia na vida de Pierre, desde o momento em que ele sai do seu prédio, deixa o filho na escola paternal e sofre assédio, estupro e ainda precisa lidar com a insensibilidade das autoridades e da esposa.

Segundo críticos, o curta é um excelente material para reflexão, apesar de, em determinado momento, colocar o feminismo e machismo como opostos equivalentes.  “Os feminismos não almejam a superioridade das mulheres sobre os homens, mas a construção de um mundo melhor e mais justo para todas”, comenta Shoujo Café.

O evento é assinado pela Frente Feminista de Três Pontas (FFTP). De acordo com a integrante, Luana Luz Reis, há intenção de, através do curta-metragem e da roda de conversa, alertar as mulheres sobre situações de desrespeito tantas vezes ignoradas por falta de conhecimento ou mesmo pela frequência que torna a violência um costume.

Também é objetivo, sensibilizar e conscientizar os homens, principalmente, aqueles que negam a existência de violências contra o sexo feminino. A partir do momento que eles enxergarem as inúmeras circunstâncias reais de invasão, de desrespeito poderão se tornar aliados na luta por um mundo melhor para as mulheres – acredita a Frente.

“Maioria Oprimida é didático. A inversão de papéis explica bem tudo que a gente passa. Vamos conversar sobre isso, escutar opiniões. Não estamos focados em um público específico, então, venham as mulheres, os homens, os jovens, os adultos”, convida Luana.

Frente Feminista de Três Pontas

A FFTP é bem recente, iniciativa de Cris e Beatriz Rabello. Em dezembro de 2014 foi realizada a primeira reunião do grupo que surge com a finalidade de atuar em prol das mulheres trespontanas.

“Pesquisar o que acontece aqui em Três Pontas e, munidas de informações concretas, trabalhar por melhorias para as nossas conterrâneas. Esta é a nossa proposta. Em relação à violência, sabemos que não é coisa de cidade grande, que ela está pertinho de nós, que por aqui existem muitos casos – inclusive de estupro e pedofilia – e ninguém age para evitar tudo isso. Nossa intenção é levar conhecimento através de ações e pressionar quem for preciso”, detalha Luana.

O Cine Debate: Violências Contra a Mulher – No plural porque são muitas, cotidianas – é a primeira atividade da Frente. O grupo já se apresentou oficialmente à comunidade, durante recente evento do Coletivo Juventude que Levanta e Ousa.

Abaixo, cenas do curta-metragem “Maioria Oprimida”, de Eléonore Pourriat. 

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Arlene Brito

Arlene Brito

Jornalista formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (Unis-MG). Atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa de Três Pontas (MG): TV Cidade, Rádio Três Pontas, Jornal Tribuna, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, Jornal Correio Trespontano e agora está à frente do site Sintonizeaqui. Indicada para compor a equipe de assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais (2003/2010), optou por continuar em sua Terra Natal registrando os principais fatos e acontecimentos e, assim, ajudar a escrever a história do Município conhecido internacionalmente como a Capital da Música e do Café.