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Comunicado da ONG Amor Animal aos trespontanos

ONG Amor Animal Três Pontas 1

Vimos por meio deste, informar que a Ong Amor Animal é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com interesse assistencial de proteção e defesa dos direitos dos animais, sem distinção, no espírito da Lei Federal 9.605/98 e demais dispositivos legais que tratam do assunto.

Sabemos que os representantes da Igreja Católica, bem como a maioria de seus fiéis, são cumpridores das leis e que prezam pelo amor e respeito aos animais, inspirados em São Francisco de Assis e nos ensinamentos do Papa Francisco que, alinhado ao primeiro, considerou recentemente que encontraremos os animais no céu, atribuindo a eles algo em comum conosco, os humanos.

Entendemos que animais abandonados, errantes, têm ocupado as dependências da Igreja e, muitas vezes, estão interferindo no andamento das cerimônias religiosas, já que os mesmos agem por instinto, não tem a nossa consciência nem capacidade de adaptação social. Esses animais vivem nas ruas, geralmente não tomam banho e deixam restos de alimentos e excrementos por onde passam.

Também como nós, os protetores de animais, os fiéis e seus representantes pedem a solução do problema da superpopulação de cães e gatos vivendo nas ruas, em nossa cidade. Esse clamor é mais que admissível, é necessário e urgente, no cenário que vivemos hoje.

Nossas ações de conscientização sobre posse responsável de animais, o incentivo à opção pela adoção ao invés da comercialização daqueles com raça definida e à opção pela adoção consciente de animais adultos e suas vantagens em relação aos filhotes estão em curso.

Valorizamos que tal atitude ocorra em consenso com todos os membros da família e sem coação, sem insistência de terceiros para que alguém fique com o animal. Também lutamos por incentivar a castração cirúrgica segura que evita o nascimento de ninhadas indesejadas e previne várias doenças, em machos e fêmeas. Perseguimos que esse serviço seja acessível e universal em nossa cidade, incluindo zona rural, urbana e Pontalete.

Buscamos a criminalização de maus tratos, abandono e atropelamentos sem socorro e que as testemunhas coletem provas e formalizem suas queixas na delegacia.

Precisamos unir forças, expandir as parcerias, buscar junto aos governantes ações eficazes para, juntos, lidarmos com esse problema do aumento de animais domésticos em locais públicos. A política de castração da prefeitura precisa apresentar 50 a 60 castrações por mês – segundo cálculos estimados pelo ministério público e pelos profissionais com experiência no assunto do Centro de Controle de Zoonoses de Divinópolis – para que o problema em municípios como o de Três Pontas esteja no caminho para solucionar esse problema.

Há relato de uma pessoa que sofreu queda ao desviar de algum animal que a estranhou. E uma minoria de frequentadores da Igreja que, por esse e outros episódios, vem tentando retirar de lá um animal causador de algum incômodo, com violência, agindo no calor das emoções. 

Também em um episódio recente, tentou-se dar uma solução superficial para o problema e um animal foi levado à zona rural. Um morador foi escalado para ficar com o cão e “ajudar” a livrar o recinto daquele animal indesejado, já que ele uivava durante a celebração. Os protetores iniciaram uma campanha para rastrear o cão, idoso e sumido. Foi localizado em condições piores do que as que vivia antes.

Temos absoluta certeza de que tais frequentadores da Igreja agem sem o aval dos representantes da Igreja Católica,, e dos fiéis, em sua maior parcela. Essas poucas pessoas devem saber que é crime maltratar animais, cujas penas previstas vão de pagamento de multa até detenção.

Por outro lado, há alguns protetores, que, também no calor das emoções, querem proteger a todo custo a vida e o direito desses animais, que nada mais são do que vítimas da irresponsabilidade humana e da ineficiência de seus governantes.

Esses colegas protetores também devem saber não se pode perder a razão, nem aliados importantes para a causa animal, por determinadas atitudes impetuosas. Não podemos ignorar os constrangimentos que alguns animais vêm causando no ambiente de celebração. Mesmo sendo justa a nossa luta, mesmo sendo para conscientizar a população sobre crime ambiental e sobre as ações eficazes que realmente têm sido a solução para a superpopulação de cães e gatos. E mesmo que contemos com o apoio da ampla maioria da sociedade.

No último sábado, dia 3, alguns protetores foram, em horário da missa na Matriz, manifestar contrariedade em relação à forma de alguns elementos tomarem providências inadequadas para resolver problema de cães dentro da Igreja. Mas reiteramos nossa disposição para que, unidos, lidemos com essa situação, pois o objetivo é um só: que cada animal doméstico tenha um lar, um dono responsável e amoroso. Qualquer divergência na abordagem do problema, nos rigores da Lei, não pode ser maior que nossa disposição para alcançarmos essa tão sonhada meta.

Finalmente, lembramos a frase do livro “A arte da Guerra” de Sun Tzu: “A paz é revolucionária”. Em paz, convidamos a todos para que juntemos esforços em darmos uma vida digna, um lar aos animais domésticos, com donos responsáveis, que não abandonam, nascidos de ninhadas bem planejadas, com serviços eficazes de castração. Esses últimos, aliás, indispensáveis ao sucesso do controle populacional, aquilo que garante que num futuro próximo, possamos comemorar a diminuição desse problema nas ruas e fazendas de Três Pontas.

                                               Ana Cláudia Brito Abreu (Presidente da Ong Amor Animal de Três Pontas)

(Página Principal: Ilustrativa Net)

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Arlene Brito

Arlene Brito

Jornalista formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (Unis-MG). Atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa de Três Pontas (MG): TV Cidade, Rádio Três Pontas, Jornal Tribuna, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, Jornal Correio Trespontano e agora está à frente do site Sintonizeaqui. Indicada para compor a equipe de assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais (2003/2010), optou por continuar em sua Terra Natal registrando os principais fatos e acontecimentos e, assim, ajudar a escrever a história do Município conhecido internacionalmente como a Capital da Música e do Café.