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Exposição de bonecas atrai crianças… e adultos também

Elas são loiras, morenas, de cabelos curtos, longos, naturalmente caídos ou cuidadosamente penteados até pelo César, um profissional trespontano. Elas exibem trajes longos em tecidos bordados à máquina, ornamentados com fuxicos, pérolas, plumas, fitas e até espelhos. Outras se vestem de crochê e de linhas soltas que lhes caem perfeitamente ao corpo esbelto. Duas estão grávidas e as noivas também surgem lindamente preparadas para subirem ao altar.

Elas são 85 ao todo. Umas mais comuns; outras renomadas – Susi e Barbie. Todas encantam quem passa pela exposição aberta quarta-feira (1º). A estilista e dona da coleção é Anna D’Apparecida Mesquita Lima. A advogada decidiu compartilhar com os conterrâneos a delicadeza de um passatempo que lhe tem proporcionado muito prazer.

Por longos tempos, dona Anna fez (e ainda faz quando necessário) bolos em forma de boneca, um dos mais bonitos em sua opinião.  Quando as filhas e netas completaram 1 e 7 anos, datas para ela muito importantes, teve festa. Além do bolo, de boneca é claro, os bombons davam formas a, por exemplo, gramados. Certo dia, a pedido, dona Anna confeccionou os trajes de uma boneca – não com recheio e cobertura – mas de crochê para ser rifada em um evento da Apae. Quem participou se deliciou com tamanho capricho e criatividade.

A experiência abriu caminhos. O tempo passou, as meninas e meninos cresceram e as horas vagas começaram a ser preenchidas com o artesanato. “Comecei a fazer, diversificando. As bonecas mais simples eu comprei e as mais caras eu ganhei das minhas netas que estão com 20, as gêmeas com 9 e uma com 7 anos. Também ganho dos meus filhos muito material para as roupas e aproveito até as fitas usadas em presentes”, diz.  

Devidamente vestidas e penteadas – e tudo isso depende da inspiração, umas ficam prontas rapidamente, outras demoram um pouco mais – as bonecas vão para um espaço especial em um guarda-roupa. Como fica difícil mostrar o trabalho a todos que por lá chegam, surgiu a ideia da exposição. “Aqui as pessoas podem ver todas elas e eu fico muito satisfeita”, comentou dona Anna enquanto aguardava a chegada de crianças e professores da Escola Peixinho Vermelho e Colégio Prósperi. A expositora fez questão de convidar estabelecimentos de ensino de Três Pontas para prestigiarem a sua coleção.

Dona Anna LimaQuestionada se existe uma boneca especial, dona Anna responde que não, mas confessa que por ser muito patriota se identifica bastante com a brasileirinha. Quanto aos nomes, antecipa, as netas já se incumbiram de escolher.

Brincadeiras à parte, confeccionar as roupas, pentear as bonecas é algo que a advogada faz com muita satisfação. “As pessoas falam que elas são bonitas e eu acredito porque também acho. É uma combinação… uma coisa da gente criança. Eu sempre sonhei ter muitos filhos e tinha muito amor pelas bonecas. Graças a Deus os filhos são 11, os netos 13 – dois deles casados. Enfim, cresci, tenho a minha família e esse amor pelas bonecas não se desfez”, revela.

O guarda-roupa está cheio, mas dona Anna pretende continuar. “As pessoas me perguntam se vou vender as bonecas, por enquanto não, mas vou arrumar um lugar maior para as próximas exposições”, conta entre risos.

Quem quiser visitar a exposição pode se dirigir à Rua São Pedro, 76 – apartamento 2. Os horários são de 9 às 11 e das 14 às 18 horas, até a próxima sexta-feira, 10 de outubro.

Ah, outro detalhe, na sala há um lindo arranjo. As 2.000 flores de fuxico que lá estão também foram feitas, pacientemente, por dona Anna.

 

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Arlene Brito

Arlene Brito

Jornalista formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (Unis-MG). Atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa de Três Pontas (MG): TV Cidade, Rádio Três Pontas, Jornal Tribuna, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, Jornal Correio Trespontano e agora está à frente do site Sintonizeaqui. Indicada para compor a equipe de assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais (2003/2010), optou por continuar em sua Terra Natal registrando os principais fatos e acontecimentos e, assim, ajudar a escrever a história do Município conhecido internacionalmente como a Capital da Música e do Café.