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Feira passa, o lixo fica Avenida Oswaldo Cruz amanhece tomada pela sujeira, após Festa do Padre Victor

Eles vieram em grande número, trouxeram mercadorias de incontáveis espécies – brinquedos, cama, mesa e banho, utensílios domésticos, bijuterias, comes e bebes, enfim, de quase tudo para tentar atrair o consumidor. Fizeram, sim, com toda certeza, a alegria de muitos trespontanos e visitantes que buscaram por produtos em bons preços.

Eles vieram e também reclamaram. Se queixaram do valor cobrado por três metros quadrados pelos organizadores do 109º Aniversário de Morte de Padre Victor. Os menores, vários deles vindos de muito longe, disseram que ficaram sem lugar porque a metragem, para eles grande demais, era padrão. Debateram os dias que teriam para tentar vender e cobrir os gastos com viagem e aluguel do espaço – das 13h de sábado (20) às 12 horas de quarta-feira (24).

Detalhes resolvidos, de maneira não muito boa para alguns comerciantes que preferiram ir embora a arriscar pagar, a feira dos camelôs funcionou e até mais do que o previsto. Com a devida autorização, eles trabalharam até as 10 horas da noite de ontem e não até as 12 como programado. O movimento foi grande e dezenas de compradores saíram satisfeitos.

Susto, porém, levou quem passou nesta quinta-feira de manhã pelo trecho que abrigou as barracas. A Avenida Oswaldo Cruz estava tomada pela sujeira. Caixas de papelão, plásticos, caixotes de madeira, copos descartáveis, restos de marmitex e até estrutura de barraca e colchão foram deixados para trás pelos vendedores e, com certeza, por parte do público que prestigiou a feira. “Uma nojeira e um cheiro horrível”, como comentou um leitor do Sintonizeaqui. “Um furacão, Deus me livre”, como disse um trespontano que acordou cedo para caminhar. “Ô louco”, como gritou um funcionário público que trafegava de caminhão.

A limpeza, segundo informações do almoxarifado, começou por volta das 7h15min. Sobrou para os garis da Prefeitura que, assim como o Poder Público, não recebem um centavo sequer do aluguel dos espaços.

Este é apenas um exemplo da necessidade de estruturação de Três Pontas, em vários setores, já que ano após ano cresce o número de devotos que se juntam aos trespontanos na comemoração do Aniversário de Morte de Padre Victor. Estruturar a feira, importante sim na Festa, é apenas um item a ser trabalhado para que haja segurança e conforto para todos que participam sejam vendedores, consumidores, visitantes ou moradores da Terra do Venerável.

Ah, e um detalhe, que não se pode cobrar dos organizadores da Festa, mas que cabe a qualquer um em qualquer lugar, educação.  Lixo jogado na via pública é sinal de que ela está ausente em muitos.

 

 

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Arlene Brito

Arlene Brito

Jornalista formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (Unis-MG). Atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa de Três Pontas (MG): TV Cidade, Rádio Três Pontas, Jornal Tribuna, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, Jornal Correio Trespontano e agora está à frente do site Sintonizeaqui. Indicada para compor a equipe de assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais (2003/2010), optou por continuar em sua Terra Natal registrando os principais fatos e acontecimentos e, assim, ajudar a escrever a história do Município conhecido internacionalmente como a Capital da Música e do Café.