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O pior cego não é aquele que não quer ver; o pior cego é aquele que não se enxerga!

Precisamos falar sobre Capacitismo, alerta a frase

O pior cego não é aquele que não quer ver; o pior cego é aquele que não se enxerga! (Bruno Máximo)

Hoje inicio nosso espaço com esta frase de efeito, contradizendo a frase clichê “o pior cego é aquele que não quer ver”. Você já ouviu falar em Capacitismo? É um termo recente, mas que existe e está por aí, sendo usado o tempo todo em frases como ali acima.

Segundo o dicionário informal online, Capacitismo é um termo utilizado para descrever a discriminação, opressão e abuso advindos da noção de que pessoas com deficiência são inferiores às pessoas sem deficiência.

Ser diferente não é um problema. O problema é ser tratado diferente. Diga não à discriminação!

Será que não estamos nos tornando capacitistas ao tentarmos incluir as pessoas com deficiências no nosso convívio diário, mas do nosso jeito? Noto pessoas que se dizem atuantes na área de inclusão que incluem excluindo. Já ouvi frases do tipo: “Você não enxerga, mas faz coisas melhores do que alguém que enxerga!”. “Olha, ele não anda, mas faz coisas que alguém que anda não faz com tanta precisão!”. “Você é deficiente eficiente”… e por aí vai uma imensa série de Capacitismo.

Devemos tomar cuidado, afinal existem pessoas com deficiência que querem ser incluídas, sim, mas com respeito. Você é aquilo que é… Sou aquilo que sou, mas saber incluir é saber ouvir as pessoas com deficiência.

Bruno Máximo – Colaborador

Minha intenção ao falar do Capacitismo é mostrar que a gente pensa estar incluindo, quando na verdade estamos é excluindo sem perceber. Não podemos continuar com esse pensamento arcaico de que com frases de efeitos estaremos praticando a inclusão; mas devemos nos comprometer com a responsabilidade de incluir sem excluir as pessoas.

Ontem, quando voltei de Belo Horizonte, da Conferência Estadual da Assistência Social, fiquei pensando muito na inclusão depois de me deparar com um ambiente inclusivo, ou que supostamente, deveria ser inclusivo. Ora, na plenária tivemos votação eletrônica, e todos os aparelhos que foram disponibilizados às pessoas com deficiência vieram com a adaptação específica. No meu caso, o aparelho veio todo em Braille. No entanto, nem todas as pessoas com deficiência visual que lá se encontravam, receberam o mesmo aparelho. Não por má vontade, mas por terem calculado uma quantidade x de pessoas com deficiência visual, e no ato do credenciamento, terem aparecido mais pessoas do que a demanda de aparelhos disponíveis. Ao reclamar da situação com a organização, eles perceberam a forma capacitista que a coisa estava sendo levada, e trataram de sanar o problema, da melhor forma possível.

Essa ilustração foi só uma forma que eu encontrei de demonstrar o quanto o Capacitismo é visível ou invisível no meio de nossa sociedade.

Finalizo este texto desejando um ótimo final de semana, e agradecendo a você por ter lido até aqui! Um beijo, e até a próxima semana…

Capacitismo não!

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Arlene Brito

Arlene Brito

Jornalista formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (Unis-MG). Atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa de Três Pontas (MG): TV Cidade, Rádio Três Pontas, Jornal Tribuna, Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, Jornal Correio Trespontano e agora está à frente do site Sintonizeaqui. Indicada para compor a equipe de assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais (2003/2010), optou por continuar em sua Terra Natal registrando os principais fatos e acontecimentos e, assim, ajudar a escrever a história do Município conhecido internacionalmente como a Capital da Música e do Café.