ABRAÇO de Três Pontas busca parcerias para poder seguir no combate ao uso abusivo de álcool e outras drogas
Constantemente, trespontanos são surpreendidos pela indesejada ação de infratores. No Município, os furtos e os roubos se destacam no mundo da criminalidade. Estabelecimentos comerciais e residências são alvos daqueles que, na maioria dos casos, têm alguma relação com as drogas. Eles levam o que convém à sustentação do vício: carro, moto, bicicleta, celular, computador, TV, roupa, dinheiro. Enquanto alimentam o tráfico, provocam nas vítimas medo e a sensação de impotência. O furto e o roubo são apenas uma das consequências do uso contínuo de drogas.
O vício à maconha, cocaína, craque e outros produtos alucinógenos tem começado cada vez mais cedo e por uma porta aberta por outra droga, porém, aceitável pela sociedade: o álcool. Grupos de especialistas chegam a defender que o combate ao consumo de bebidas alcoólicas deve ser o primeiro passo para evitar todo o contexto gerado pelas drogas ilícitas.

“Conseguimos – sempre com muito trabalho, com muita dedicação e com muitos obstáculos vencidos – fazer com que centenas de dependentes reencontrassem o caminho da sobriedade e, consequentemente, voltassem a ter paz interior, reestruturassem suas famílias e seus lares, entrassem para o mercado de trabalho, enfim, auxiliamos para que muitos trespontanos reencontrassem a dignidade”, recorda José Lúcio da Silva que recentemente entregou a presidência da entidade não governamental para Ernandes Vitor de Carvalho, mas continua atuando na Educação Preventiva.
A demanda pelo trabalho da ABRAÇO TP ainda existe e é grande; a determinação em devolver a honra a cidadãos consumidos pelas drogas também. No entanto, manter os atendimentos está cada dia mais difícil, sendo a falta de recursos a principal barreira. Segundo José Lúcio, atualmente os dependentes são ajudados por uma psicóloga. É também ela, a responsável pela Psicoterapia em Grupo destinada aos familiares dos usuários de álcool e drogas em tratamento na entidade. Embora o trabalho seja essencial, o ideal seria contar com equipe multidisciplinar – como era antes.

Segundo o voluntário que cuida da Educação Preventiva, trabalho da ABRAÇO depende da contribuição da comunidade que recebe retorno a cada usuário recuperado
“No mínimo precisamos de mais um profissional psicólogo para que o atendimento deixe de ser semanal (individual) e mensal (em grupo de familiares) e esses contatos passem a acontecer em menor espaço de tempo. Precisamos de um assistente social para visitar e conhecer de perto a realidade de cada família de usuário em tratamento e para tentar resgatar aqueles que têm recaídas. Precisamos de terapeuta ocupacional para reimplantarmos aqui as oficinas de artesanato, marcenaria, informática e várias outras para ocuparmos o tempo ocioso dos usuários em recuperação, caso estejam desempregados. Tudo isso é fundamental para que a gente possa exercer com maior fidelidade o nosso Regimento Interno. Só que para isso, para podermos pagar os profissionais, nós precisamos de recursos financeiros que é a nossa grande dificuldade”, detalha José Lúcio.
As despesas
A psicóloga é cedida à ABRAÇO TP pela Prefeitura Municipal. Desde 2011, a Administração também auxilia com o repasse de subvenção anual no valor de R$ 12 mil, ou seja, R$ 1 mil por mês. Através de carnês, a entidade consegue arrecadar outros R$ 1 mil. De acordo com José Lúcio, com os R$ 2 mil mensais são pagos o aluguel da sede, dois funcionários, água, luz e telefone. Pelos cálculos, nada sobra para novos investimentos e não há meios de acolher mais dependentes.
“A maior parte dos atuais colaboradores é gente que nunca desistiu da ABRAÇO e sabe da importância do tratamento contra o alcoolismo e demais drogas. Antes tínhamos o telemarketing e o carnê e chegamos a contar com R$ 3, 5 mil por mês. Tínhamos dois psicólogos, médicos, assistente social – todos pagos com o recurso gerado pela própria comunidade. Ao longo do tempo, o número de doadores foi caindo e até agora não conseguimos conquistar novos ajudantes”, lamenta.
Em maioria, os usuários da ABRAÇO TP são dependentes de álcool. Em segundo lugar, aparece o craque como a droga mais usada e em terceiro a maconha. Alguns possuem duas e até três dependências associadas. Ainda conforme mostram as fichas da entidade, o uso abusivo do álcool e de outras drogas acontece tanto em famílias menos favorecidas como também na alta classe social, portanto, o problema não está atrelado à renda familiar.
“As drogas lícitas ou não são o mal que assola a nossa sociedade. Os desajustes familiares, os roubos, os assassinatos, a violência contra a mulher, a violência contra crianças – em maioria – estão relacionados ao uso crônico dessas substâncias. Infelizmente, a dependência química nem sempre é vista como deveria ser porque é associada, erroneamente, a vagabundo. Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já definiu que dependência química é doença e se é doença tem que ser tratada como tal”, alerta José Lúcio.
Educação Preventiva
Desde a sua fundação, há quase 15 anos, a ABRAÇO TP atua também nas áreas de educação e prevenção. Periodicamente, são ministradas palestras para jovens, adolescentes e pais. Os encontros acontecem em escolas, associações de bairros, empresas.
Em 2015, a entidade promoveu quatro eventos educativos-preventivos em empresas e na comunidade. “A melhor forma de tratar a dependência química é prevenindo”, conclui o voluntário.
Como colaborar?
Quem reconhecer a importância da ABRAÇO e quiser se tornar um sócio-contribuinte e, assim, possibilitar o tratamento da dependência pelo álcool e outras drogas pode aderir ao carnê e doar a partir de R$ 5 por mês. É preciso ir até a sede ou telefonar para a entidade e se cadastrar. Posteriormente, o mensageiro devidamente identificado, buscará a contribuição no endereço informado. A ABRAÇO fica na Rua Vicente Celestino, 312 – Centro. O telefone é (35) 3265-7201.
Outra forma de ajudar é por meio de depósito bancário. Os dados são os seguintes: conta corrente 8.200-7, agência 0421-9, Banco do Brasil.

Campanhas
Com apoio do atual Presidente, Ernandes Vitor de Carvalho, a ABRAÇO pretende realizar no decorrer de 2016, várias campanhas visando aumentar os recursos financeiros. Uma delas será a confecção de camisetas que serão comercializadas. As empresas que desejarem colaborar já podem entrar em contato com a entidade.
(Página inicial: Ilustrativa Net)





