Hospital de Três Pontas (III): promotor defende transparência para atrair ajuda
Arlene Brito

Destacando que “o custo é alto, mas que o valor da vida é inestimável”, o promotor lembrou que será uma perda muito grande se a Santa Casa de Três Pontas fechar, se for rebaixada de nível 2 para nível 3. “Vai desestabilizar a microrregião, boa parte dos procedimentos deixará de existir, então, boa parte dos pacientes terá que ser reencaminhada para o hospital mais próximo, provavelmente Varginha, e a gente já prevê que pacientes de toda essa nossa região, que podem ser atendidos aqui, vão ficar sem vagas. Se perdermos essa condição, pessoas vão morrer”, registrou o representante do Ministério Público.
Esclarecer, mostrar às autoridades políticas e à sociedade os valores e a origem dos débitos. Depois, discutir números e administrar conjuntamente. Este é um caminho, analisa Dr. Artur. O promotor entende que a partir do momento em que as pessoas compreenderem e acreditarem na realidade vão se mobilizar. “Não adianta simplesmente pedir novos recursos sem mostrar que há viabilidade, honestidade e competência dentro da direção da Santa Casa, que há empenho e desejo que a Santa Casa se mantenha”.

A reunião foi convocada pelo presidente da Câmara, Luis Carlos da Silva e realizada na noite de quinta-feira (1º), na sede do Poder Legislativo de Três Pontas. Após abrir o encontro, Luis Carlos se retirou justificando que havia se submetido a uma cirurgia. Permaneceram no Plenário os vereadores Marlene Rosa de Lima Oliveira, Donizetti Benício Baldansi, Maycon Douglas Vitor Machado, Sérgio Eugênio Silva, Erik dos Reis Roberto, Luiz Flávio Floriano e Roberto Donizetti Cardoso. Não compareceram Antônio Carlos de Lima, Francisco Fabiano Diniz Junior e Geraldo José Prado.
Também presentes estavam representantes das cidades de Santana da Vargem, Coqueiral, Ilicínea e Boa Esperança.



