OutrosQualidade de Vida e Saúde para o trespontano

Coronavírus – Associação Comercial propõe adaptação de normas à realidade de TP para reabertura do comércio; e trespontanos são orientados a usarem máscara ao sair de casa

Embora Três Pontas não tenha casos confirmados de Coronavírus, as consequências da pandemia já afetam a sociedade e a economia do município. Várias empresas, sobretudo de pequeno e médio portes, estão optando pela demissão de funcionários e o crescimento da taxa de desemprego é realidade.  A preocupação de dezenas de comerciantes, cujas atividades estão suspensas ou bastante limitadas há cerca de 30 dias por força de decretos estadual e municipal, nem é quanto ao futuro de seus negócios, mas em relação à questões imediatas: as contas que chegam diariamente se confrontam com a falta ou com os poucos recursos financeiros que ainda restam. Tensos, donos de restaurantes, bares, lanchonetes, sorveterias, boutiques, confecções e dezenas de outros segmentos pedem a liberação para que voltem ao trabalho, mas encontram certa resistência em nome da prevenção.

Inquietos – comerciantes, microempreendedores, empresários recorrem também à Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas (Acai-TP) em busca de soluções para os problemas que começam a se amontoar. E a entidade tem agido, conforme assegura o presidente Bruno Dixini Carvalho. Em carta direcionada ao empresariado local, ele explica que tão logo começou “a guerra contra o Coronavírus” foi instalado o Comitê de Crise Econômica, precisamente no dia 20 de março, com o objetivo de analisar e propor soluções junto às autoridades públicas em relação às medidas de contenção social (fique em casa) e redução das atividades comerciais e empresariais na cidade.

Tão logo começou “a guerra contra o Coronavírus”, Acai-TP instalou o Comitê de Crise Econômica

Acai trabalha na elaboração de proposta para flexibilizar as atividades comerciais

Segundo o presidente, a Acai-TP se posicionou no sentido de reconhecimento do risco de saúde pública, social e econômico para empresários, colaboradores e consumidores, aceitando e indicando o cumprimento das normas decretadas pelas autoridades do país, sobretudo as orientações do Ministério da Saúde e também da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate ao Covid-19.

Por outro lado, vem se reunindo com as entidades e autoridades gestoras da crise, oferecendo subsídios para informação da difícil situação da classe. “A todo momento, defendemos que inviabilizadas as atividades dos comerciantes e empresários, viveremos forte e irreversível crise social e econômica que se abaterá sobre a nossa sociedade”, destaca.

O presidente da Acai-TP, Bruno Dixini Carvalho, em uma das reuniões de enfrentamento Covid-19, no gabinete do prefeito Marcelo Chaves Garcia (Crédito: Ascom PMTP)

Uma das ações da Acai-TP é a elaboração de uma proposta capaz de flexibilizar as atividades comerciais sem expor ou comprometer a saúde pública e suas orientações de proteção do cidadão. Bruno Carvalho conta que nos debates, a Associação Comercial tem apresentado pesquisas e estudos econômicos, mostrando a necessidade de adaptação nas regras de isolamento social. “Nos grandes centros urbanos – capitais e médias cidades, há grande concentração de pessoas, há uma aglomeração maior, diferente do que presenciamos em Três Pontas, então, temos que adaptar as normas para a nossa realidade”.

Adesão unânime: evite aglomerações e use máscara

Reconhecendo que a ameaça da Covid-19 existe, a Associação Comercial entende que uma alternativa para a volta das relações comerciais com segurança à população, reduzindo as possibilidades de contágio, é que todos os segmentos comerciais e empresariais atuem colaborando para que não haja aglomeração de pessoas e com a utilização de máscaras.

Outra  dica é optar pela venda/compra on-line, pelo “delivery” e para que pessoas do chamado “grupo de risco” ainda fiquem em casa.

“Acreditamos que assim: com muita responsabilidade, poderemos retomar o abastecimento da população, preservar empregos, renda, pagar nossos tributos. Com união, cumprindo as leis, contribuindo para soluções coletivas e preservação de vidas vamos vencer esse momento de crise”, confia o presidente da Acai-TP.

Evite aglomerações, use máscara, opte pela compra/venda on-line, opte pelo delivery, grupo de risco: fique em casa. São as atuais orientações da Acai-TP

Consumidor também deve usar máscara, orienta Comitê de Enfrentamento de Doenças Transmissíveis  

O Comitê Municipal de Enfrentamento de Doenças Transmissíveis acreditava que o pico Coronavírus em Três Pontas seria entre 13 e 20 de abril. No entanto, centenas de trespontanos saíram às ruas, se concentraram sobretudo no centro da cidade e a dispersão muda as perspectivas, tornando difícil uma nova definição do possível ápice da doença.

A presidente do Comitê, secretária Municipal de Saúde, Teresa Cristina Rabelo Corrêa, continua pedindo a colaboração da população. Ela orienta as pessoas a evitarem aglomeração e pede aos idosos que fiquem em casa. Mais uma vez, a secretária destaca que o grande problema da Covid-19 é o “amor que o vírus tem pelos pulmões”, o que pode gerar uma demanda por respirador maior que a capacidade de atendimento do sistema de saúde do município.

A secretária de Saúde, Teresa Cristina (centro), afirma que uso de máscaras tem que ser intensificado

Teresa Cristina chama a atenção ainda para o uso da máscara que, de agora em diante, deve ser intensificado. Supermercados, bancos, casas lotéricas, lojas, unidades de saúde somente atenderão quem estiver com a proteção. “Se precisar sair, saia de máscara”, indica a secretária.

Para o Comitê, o uso de máscara é um ato de cidadania: protege e ajuda a não disseminar vírus, portanto, deve se tornar um hábito nesse momento até por quem está com sintomas gripais, mesmo que mínimos.

O comércio de Três Pontas hoje

Na quarta-feira (8), a secretária Municipal de Saúde, Teresa Cristina Rabelo Corrêa, assinou uma Instrução Normativa, regulamentando o funcionamento das atividades comerciais “essenciais” no município (conforme Decreto Municipal 11.125, de 30 de março de 2020).

Assim:

  • farmácias e drogarias;
  • fabricação, montagem e distribuição de materiais clínicos e hospitalares;
  • hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, de água mineral e de alimentos para animais;
  • produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
  • distribuidoras de gás;
  • oficinas mecânicas e borracharias;
  • restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;
  • agências bancárias e similares;
  • cadeia industrial de alimentos;
  • atividades agrossilvipastoris e agroindustriais;
  • serviços relacionados à tecnológica da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;
  • construção civil;
  • setores industriais

devem seguir as determinações:

  • controlar a lotação por meio de senha na entrada. A quantidade de pessoas deve obedecer à metragem do estabelecimento, na proporção de um indivíduo a cada 20 m²;
  • fechar os espaços para lanches e refeições;
  • usar máscaras (funcionários/colaboradores);
  • higienizar as mãos a cada uma hora por meio de lavagem e manutenção no uso de álcool em gel;
  • utilizar luvas (todos que lidam diretamente com alimentos);
  • limpar carrinhos, cestos, balcões e caixas com produtos desinfetantes;
  • manter o distanciamento de dois metros entre os consumidores;
  • dispensar funcionários/colaboradores de grupos de risco, tais como pessoas acima de 60 anos, pessoas com doenças crônicas, gestantes;
  • deixar um funcionário exclusivo para receber e orientar idosos no intuito de agilizar a presença deles no estabelecimento;
  • está proibido o acesso direto do consumidor aos itens de padaria, sendo obrigatória a presença de um funcionário exclusivo para embalar e entregar a mercadoria;
  • é obrigatório o uso de máscaras pelos consumidores para entrada nos referidos estabelecimentos.

Ainda de acordo com a Instrução Normativa, a inspeção está sob responsabilidade de funcionários da Secretaria Municipal de Saúde, devidamente identificados.

Ontem (9), a Prefeitura de Três Pontas deu início a mais uma ação preventiva: a sanitização de espaços públicos. Centro da cidade recebeu grande número de pessoas nos últimos dias

Quanto às atividades comerciais “não essenciais”, segundo a secretária Teresa Cristina, a Administração aguarda posicionamento do Ministério Público.

Vale destacar que decretos municipais e instruções normativas de Três Pontas estão seguindo a Deliberação do Comitê Extraordinário Covid-19 nº 17, de 22 de março de 2020, do Estado de Minas Gerais.

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