Escassez de moedas causa transtorno ao comércio trespontano

Segundo Michel Renan, todo o segmento está passando por dificuldades, principalmente na hora de devolver o troco aos clientes. No entanto, destacou, os setores mais prejudicados são supermercados, padarias e hortifrutis – chamados popularmente de “sacolões”.
Diante das reclamações dos proprietários dos estabelecimentos, a Acai encaminhou ofício ao Banco do Brasil, solicitando esclarecimentos e possíveis soluções para que a transtornante situação seja sanada.
Através do Tesoureiro, Mathias Costa Veloso, o BB enviou resposta nada animadora. De acordo com a instituição financeira, a escassez de moedas no comércio local reflete um problema que ocorre em âmbito nacional, atribuído aos cortes sucessivos no orçamento do BB. “Sem recursos, a instituição foi obrigada a reduzir as encomendas de moedas para menos de um terço dos pedidos feitos no ano passado, gerando a atual escassez de moedas/troco”, citou o Tesoureiro também em ofício.
Ainda conforme o documento, o Banco Central não se posicionou quanto à regularização do fornecimento de moedas. Sendo assim, sugeriu Mathias Costa, resta que a população colabore colocando em circulação moedas que, possivelmente, tenha em casa.
“Algumas pessoas entendem a falta, outras não concordam e isso tem trazido certo desconforto para determinadas empresas. Nós temos que ter a visibilidade de que o problema é nacional e que não há previsão de melhoria nesse sentido”, comenta o Presidente da Acai.
Michel Renan opina ainda que o Banco Central deveria ter tomado providências ao contrário de permitir o agravamento da situação. Para o líder de classe e empresário, faltou planejamento por parte da autarquia federal que é vinculada ao Ministério da Fazenda.

Em conversa com o Presidente da Acai, o Tesoureiro do BB teria antecipado que a situação tende a se agravar nos próximos dias.
“A único órgão capaz de resolver esse problema, que é o BC, não tem demonstrado interesse, então, o jeito é nos conscientizarmos e colocarmos as nossas moedas em circulação”, reforça Michel Renan.




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