Hospital de Três Pontas (II): Médicos certificam gravidade; há temor de demissão em massa
A classe médica também tem sido afetada pela superioridade das despesas sobre a arrecadação mensal da Santa Casa de Três Pontas. A instituição deve a esses profissionais os salários de novembro, dezembro, março e abril somando R$ 1,2 milhão. O administrador hospitalar, Sílvio Denis Grenfell explica que os salários de janeiro e fevereiro foram pagos com recursos carimbados, oriundos da subvenção municipal.

O pneumologista, diretor clínico do Hospital, Marcus Vinicius Souza Couto Moreira, entregou ao vice-presidente da Câmara, Benício Baldansi, que presidia a reunião realizada nesta quinta-feira (1º) no Plenário Presidente Tancredo Neves, uma lista de materiais e equipamentos que precisam ser providenciados em caráter emergencial. Depois de explanar sobre o desdobramento dos médicos ao cobrir vagas, ao assumir plantões em várias especialidades em único turno – ele pediu que a ajuda seja pensada com carinho, justificando que o Hospital de Três Pontas está em estágio terminal.

Na oportunidade, o provedor da Santa Casa Michel Renan Simão Castro completou. “Se a Santa Casa fechar, haverá um caos também no Pronto Atendimento. Não tardem a nos dar uma resposta. Sabemos que todas as cidades estão sendo sacrificadas pelo Estado, mas Três Pontas ainda pode dar algo para os moradores daqui e de outros municípios”.
A solicitação foi direcionada aos prefeitos, vereadores e secretários de Saúde de 27 municípios atendidos pelo Hospital São Francisco de Assis, através da Programação Pactuada e Integrada (PPI).










