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Aumento de preços em gêneros alimentícios mobiliza associações que representam o comércio mineiro

A Associação Mineira de Supermercados (AMIS) manifestou sua preocupação com o aumento de preços de alguns produtos, especialmente arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja.   

Em nota publicada em seu portal na internet, a AMIS explica que esses aumentos de preços se devem ao crescimento das exportações desses produtos e sua matéria-prima, e à diminuição das importações incentivada pela valorização do dólar frente ao real.   

Esclarece ainda que esses aumentos não representam lucro para os supermercados, porque – argumenta a Associação Mineira – “eles não ampliaram suas margens. Pelo contrário, o setor também tem sofrido com aumentos de custos, já que precisa atender o consumidor em um momento de alto desemprego e redução da renda”.

Atenta às necessidades do consumidor e empenhada na busca de solução que amenize essa subida de preços, a AMIS e todas as demais associações supermercadistas do Brasil, junto à Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) têm dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), fornecedores e outros representantes de todos os elos da cadeia de abastecimento e pediu providências à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon),  do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre os reajustes de preços de itens tão essenciais para o povo mineiro, para o brasileiro.

Vários produtos alimentícios estão sofrendo alta expressiva de preços (Crédito: Ilustrativa Net)

Três Pontas – Comércio negocia com fornecedores para obter os melhores preços e benefícios ao consumidor, assegura presidente da Acai

A Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas (Acai-TP) também está de olho na escalada de preços na cadeia produtiva. “Neste ano, a pandemia do novo Coronavírus provocou um efeito econômico atípico nessa relação. Os preços estão em alta porque há um excesso de consumo, sobretudo alimentos e material de construção, e falta de matéria-prima no mercado interno. É válido considerar que a indústria é que produz, o mercado vende”, observa o administrador e gerente de Negócios da Acai-TP, Helio de Carvalho Junior.

De acordo com o presidente da Associação Comercial, Bruno Dixini Carvalho, o comércio de Três Pontas negocia exaustivamente com seus fornecedores para obter os melhores preços e benefícios ao consumidor. “Nosso objetivo é manter o abastecimento com preços justos”, assegura.

Ainda para os representantes da Acai-TP, o momento exige que o consumidor seja cauteloso e compre o suficiente para regular o mercado e, assim, ajudar a manter o poder de compra para todos.

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