Carmelo São José reza pela sua fundadora

Desde o início das comemorações, dia 5, vários líderes religiosos já se deslocaram até a Cidade para, juntamente com os trespontanos, rezar e pedir a Deus que a Igreja reconheça as virtudes de “Nossa Mãe”, a Madre que viveu verdadeiramente a devoção a Deus e que se desdobrou pelo bem – não só da sua comunidade, mas de todo o mundo, através de suas orações, gestos concretos e palavras.
As celebrações são realizadas sempre às 7 horas e às 19 horas – no Carmelo e se estendem até sexta-feira (14), dia do falecimento da candidata à honra dos Altares.
Novena pela Beatificação da Serva de Deus Madre Tereza Margarida – “Nossa Mãe”
Programação
Todos os dias, às 7 e às 19 horas, no Carmelo de Três Pontas
Segunda-feira (10) – 6º Dia
Virtudes mestras no caminho da santidade
Padre Daniel Meneses Fernandes (Carmo da Cachoeira – MG)
Coral: Sagrado Coração
Terça-feira (11) – 7º Dia
Ser uma oração viva
Padre Dehon Vicente Ferreira (Cruzília – MG)
Coral: Irmãs Carmelitas
Quarta-feira (12) – 8º Dia
Viver segundo o Evangelho
Padre Cássio Barbosa de Castro (Bicas – MG)
Coral: Resgate
Quinta-feira (13) – 9° Dia
“Que minha vida seja a minha missa”
Frei Geraldo Afonso, Carmelita Descalço (Belo Horizonte – MG)
Coral: Irmãs Carmelitas
Sexta-feira (14)
Comemoração do 9º Aniversário de Morte da Serva de Deus Madre Tereza Margarida do Coração de Maria – Nossa Mãe.
Paróquias
- Nossa Senhora D’Ajuda (Padre Ednaldo Barbosa, Padre Mateus Arantes da Silva, Padre José Procópio Junior)
- Nossa Senhora Aparecida (Padre Vânis Vieira da Cunha)
- Cristo Redentor (Padre Rogério Augusto da Silva)
Coral: Resgate
Quem é “Nossa Mãe?
(Texto e fotos: Carmelo São José de Três Pontas)

Os pais desejavam que os filhos pudessem estudar. Impôs-se a urgência de procurar uma residência em cidade maior. Assim a família transferiu-se para a cidade de Cruzeiro no Estado de São Paulo, com escolas maiores e com mais recursos.
Durante um retiro espiritual, realizado no Colégio, sentiu um primeiro toque do Senhor no seu coração para a vida de clausura do Carmelo. Depois em uma visita a Aparecida, estando na Capela do Santíssimo da Basílica velha, sentiu novamente no seu coração o chamado do Senhor. Lendo as Memórias da Beata Elisabeth da Trindade veio a confirmação.
Vence a resistência paterna e aos 29 de maio de 1937, como postulante, entra no Carmelo de Mogi das Cruzes. Em 20 de junho, apenas vinte dias após a entrada no Carmelo, é atingida por uma grande dor por causa da morte de seu pai. Foi um período de grande sofrimento para Maria Luíza, por não poder ficar perto de sua mãe e seus irmãos.
Seu irmão João logo manifestou vocação ao sacerdócio e entrou nos Salesianos. Foi ordenado Sacerdote em 1935 e em 1967 foi eleito Arcebispo de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas.
Ao receber o hábito de Noviça recebeu o nome de Tereza Margarida Coração de Maria. Sua constante oração: “Mãe, que o vosso Coração, seja o lugar da união, de Jesus com Tereza Margarida”.
O período de noviciado transcorreu sereno. Irmã Tereza Margarida era desejosa de prosseguir o caminho. Assumia tudo o que lhe era pedido dentro do processo de preparação para a vida carmelitana. Aos 02 de fevereiro de 1942 emitiu os votos solenes.
A vida no Carmelo Mogi das Cruzes era caracterizada de grande rigor, penitência, silêncio e trabalho A casa era improvisada, adaptou-se para isso uma antiga Igreja do lugar, porém as celas das Irmãs ficaram mal instaladas, de sorte que não recebiam muita luz solar, estando sempre a casa úmida. De modo que prejudicava a saúde das Irmãs.

O mosteiro tornou-se cada vez mais um ponto de referência para os fiéis da região. Muitos procuravam a Nossa Mãe para pedir conselhos, orientação espiritual e ajuda. Logo as pessoas, como sinal de veneração e afeto, começaram a chamá-la de Nossa Mãe. Possuía uma grande visão do futuro e desejo de viver a espiritualidade do Carmelo de modo vivo e atual. Empenhou-se em acompanhar com a comunidade o Concílio Vaticano II.

Escreverá em suas memórias; “Como é bom estar nas mãos, no coração de nosso Deus! Como saboreio o seu amor, a sua ternura!” Se assim foi sua vida, assim foi também nos últimos dias de sua existência terrena. Estes foram de um longo e profundo silêncio… silêncio adorador…silêncio reparador…silêncio de ação de graças…
No momento solene do abraço do Pai, estavam presentes sacerdotes amigos e a comunidade , aguardando a consumação do sacrifício.
Assistida por toda a comunidade, ao redor daquele leito que se transformou num Santuário sagrado, finalmente adormeceu no Senhor, no dia 14 de novembro de 2005.
O corpo de Nossa Mãe foi exposto junto à grade do coro e às primeiras horas do dia, o povo veio prestar a última homenagem. Devido à grande multidão e numerosos sacerdotes presentes foi decidido celebrar o funeral na Igreja Matriz. O cortejo fúnebre assemelhava-se à procissão do enterro do Senhor morto na 6ª. Feira Santa.
Entrando o cortejo na Matriz de Nossa Senhora D’Ajuda, a urna carregada pelo clero, foi aplaudida pela multidão de fiéis que lotavam a Igreja.
Na verdade cada um que participou do cortejo sentia-se diante de uma pessoa amiga que partira para grande e aprazível viagem, mas deixando muito viva a sua lembrança. E cada um carregava a certeza de ser levado também no coração, por esta que tanto amava.
Viver é iluminar durante a vida e depois dela! O tempo foi passando e sua memória não foi esquecida.
Devido à fama de santidade e de graças alcançadas por sua intercessão, nosso Bispo Dom Diamantino, de acordo com a Comunidade do Carmelo São José, introduziu em Roma o pedido para abertura do Processo de Beatificação. O pedido foi aceito.
Para abrigar os restos mortais de Nossa Mãe foi construída uma Capelinha para que, à sombra do Carmelo, junto às suas filhas, ela continue intercedendo por todos aqueles que, nesse lugar de paz e oração, a invocam com confiança.
No dia 4 de março de 2012 realizou-se a abertura do Processo de Beatificação, cujo Postulador é o Dr. Paolo Vilotta.
O Processo encontra-se em pleno andamento.




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