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Diagnóstico populacional e sanitário de cães e gatos da área urbana de TP está sendo feito por agentes de controle de endemias

Jessica Mesquita Silva

O agente de Endemias Dionata Rodrigo Lodgero durante entrevista com moradora do bairro Santa Edwiges

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS-TP) está fazendo um levantamento populacional e sanitário de cães e gatos presentes na área urbana de Três Pontas. A ação começou no dia 10 de outubro e será promovida até o dia 10 de dezembro. Por isso, não estranhe caso algum agente de Controle de Endemias for à sua casa. Mas, lembre-se: ele estará devidamente identificado.

“As pessoas precisam ter em mente que ter um animal de estimação é um comprometimento muito grande e que um cachorro ou um gato não é brinquedo” (Marcelo Gomes – Médico Veterinário da SMS)

De acordo com o médico veterinário da Vigilância Ambiental – setor da Secretaria Municipal de Saúde – Marcelo de Figueiredo Gomes, durante a visita, os agentes verificam vacinações, vermifugações, esterilização (castração) e se os animais têm acesso à rua. “Nossa intenção é conhecer a proporção do problema que temos na cidade”, diz. Ele explica que a preocupação se refere às consequências de certos descuidos dos donos, por exemplo, procriação indesejada e abandono. Estas situações já são reais no município, gerando reclamações da comunidade e podem se tornar transtorno na segurança e saúde pública, caso não haja uma intervenção programada em cima de dados reais.

Saber com mais precisão a quantidade de cães e gatos existentes na zona urbana de Três Pontas, afirma Marcelo Gomes, poderá desencadear ações governamentais de conscientização, de educação ambiental da população junto à necessidade do controle habitacional e até mesmo de responsabilização. “As pessoas precisam ter em mente que ter um animal de estimação é um comprometimento muito grande e que um cachorro ou um gato não é brinquedo”, diz.

Estimativa

É triste mas, conforme informa o veterinário da Vigilância Sanitária, no Brasil, aproximadamente 70% dos cães que estão na rua têm um tutor ou responsável. Para evitar acidentes e perdas de animais de estimação, Marcelo Gomes orienta que as pessoas devem limitar o acesso dos “pets” à rua. “Acidentes de trânsito, contaminação ambiental por fezes e urina, lixos espalhados em vias públicas e terrenos baldios são alguns exemplos de problemas que podem acontecer”, observa.

Protegido pelo Estado

Abandonar ou maltratar um animal é considerado crime ambiental. O Código Penal Brasileiro estipula pena de detenção de três meses a um ano e multa.

 

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