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Frio rigoroso danifica aquecedores solares em Três Pontas Vila Vicentina está entre as casas que tiveram o equipamento atingido pela baixa temperatura

A geada registrada na madrugada de ontem (20) causou muitos prejuízos em plantações e nas áreas de pastagens de Três Pontas. E a queda severa da temperatura causou um grande problema também em muitas residências da região urbana: danos em aquecedores solares.

Na Vila Vicentina, por exemplo, existem 24 placas (fotos parciais abaixo) e 12 delas foram afetadas. De acordo com a auxiliar administrativo, Daiane Sousa, foi preciso “fechar o sistema” e recorrer à energia elétrica para assegurar banho quente aos 52 idosos que vivem na instituição. Devido à demanda, nenhum profissional foi, até o momento, ver de perto o estrago e calcular o custo do conserto. “Estamos bastante preocupados com o valor, já que a Vila depende e muito das doações da comunidade. Além dos gastos com o reparo, nos preocupa saber que a conta de energia ficará mais cara, justamente agora que estamos na bandeira vermelha. E tem mais, com este frio danado, o chuveiro elétrico nem sempre atinge a temperatura ideal para os idosos, o que coloca a saúde deles em risco. Não podemos de forma alguma permitir que eles peguem um refriado, uma pneumonia, enfim, que adoeçam”, descreve Daiane, deixando transparecer a tensão de toda a diretoria e equipe multiprofissional que cuida dos velhinhos da casa.

Há anos no mercado de materiais ecológicos para construção, Marcos Vitor Brito, realizou somente ontem 55 atendimentos de problemas em coletores solares causados pela queda da temperatura. Ele observa que a última geada que causou tantos estragos quanto esses aconteceu em 2002, portanto a 19 anos atrás. “De lá pra cá, algumas geadas menos intensas afetaram algumas placas de aquecimento solar de casas localizadas em bairros mais baixos de Três Pontas. Agora, esta foi forte e atingiu várias regiões da cidade”, destaca.

O proprietário da Eco Brito explica que, quando a temperatura se aproxima de zero grau, ocorre o congelamento da água parada no tubo de cobre que fica dentro do coletor. É este cano que capta o calor do sol, aquecendo a água. “Quando o sol aparece e a temperatura aumenta, esta água congelada esquenta provocando rachadura no tubo de cobre. Daí começa um vazamento”. Ainda segundo Marcos, quando a temperatura volta ao normal, o sistema também volta a funcionar, mas o vazamento continua.

Outro detalhe, mais agravante, alerta o empreendedor, é que o congelamento do tubo de cobre em maior dimensão pode estourar também o vidro. Aí, o prejuízo é maior.

Marcos Brito comenta que, nos casos que atende desde esta terça-feira (20), os danos aconteceram em aquecedores solares convencionais. Os equipamentos mais modernos, completa, são do módulo à vácuo. “Desenvolvido para países frios, esse modelo se adapta muito bem ao Brasil e não congela”.

Para finalizar, o empresário revela que a manutenção periódica é importante para manter o bom funcionamento do coletor solar independentemente do modelo. No entanto, reforça, nos modelos mais antigos, os cuidados não influenciam quando há ocorrência de queda severa de temperatura. Uma dica é, segundo Marcos, diante da previsão de frio rigoroso, de geada intensa deixar uma torneira que seja ligada ao coletor solar pelo menos gotejando. “Se a água circular, não acontecerá o congelamento”.

Segundo Marcos Brito, danos ocorreram em aquecedores solares convencionais. No mercado já existe modelo à vácuo que “não congela”, assegura

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