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Hospital de Três Pontas é selecionado em projeto do Ministério da Saúde que visa aprimorar a segurança do paciente

Prevenir as infecções hospitalares e melhorar a segurança do paciente, consequentemente, evitar o desperdício de recursos. Com este objetivo, a Santa Casa de Misericórdia Hospital São Francisco de Assis de Três Pontas foi selecionada pelo Ministério da Saúde (MS), através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), para integrar o projeto colaborativo “Saúde em Nossas Mãos: Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”.

Mais de 650 hospitais filantrópicos espalhados por todo o país se inscreveram e a escolha obedeceu a uma série de critérios. A Santa Casa trespontana cumpriu todas as exigências e receberá suporte técnico-educativo durante 24 meses.

Vista parcial da Santa Casa de Três Pontas (Crédito: arquivo SintonizeAqui)

Ao longo desse período, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) será acompanhada, e a equipe receberá orientações que visam o aprimoramento das práticas seguras com foco na prevenção de infecções relacionadas à ventilação mecânica, uso de cateteres e de sondas vesicais. A expectativa é que o projeto reduza em 30% as Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde em 204 UTIs de hospitais do SUS selecionadas.

Pelo projeto, cada grupo de hospitais filantrópicos e públicos contemplados terá o acompanhamento de profissionais de um dos seis renomados hospitais que integram o Proadi-SUS (Hospital Albert Einstein, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital da Beneficência Portuguesa, Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês) e pelo Ministério da Saúde.

Estão programadas, entre as ações, visitas técnicas à instituição, sessões de aprendizagem presencial, sessões de aprendizagem virtual (SAV) e apoio contínuo à distância. Os profissionais colaborativos utilizarão métodos de melhoria desenvolvido pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI) cuja sede é nos Estados Unidos.

Além dessas frentes, o projeto prevê a incorporação de uma rotina de coleta de dados e indicadores relacionados aos protocolos utilizados, para que seja possível uma análise dos resultados atingidos ao longo do tempo, dentre esses, o número de vidas salvas e a economia gerada para o SUS. Ao final do projeto, espera-se ter profissionais que utilizem o método, as ferramentas e técnicas necessárias para disseminar o aprendizado de protocolos de segurança em outras áreas dos hospitais. 

“Será um período de muito trabalho e desenvolvimento profissional para atingirmos o propósito de cuidar dos nossos pacientes, com ainda mais segurança, evitar infecções e desperdícios”, comemora a “família” Santa Casa de Três Pontas, liderada pelo provedor Michel Renan Simão Castro.

Provedor da Santa Casa trespontana, Michel Renan (Crédito: arquivo SintonizeAqui)

Infecções Hospitalares

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções hospitalares afetam 14 em cada 100 pacientes admitidos nos hospitais. De cada 100 pacientes hospitalizados em um determinado momento, 10 pacientes ficam expostos a infecções associadas a cuidados de saúde nos países em desenvolvimento. No Brasil, o cenário da ocorrência de eventos adversos não é diferente.

Nesse contexto, o MS instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que tem como objetivo geral contribuir para a qualificação do cuidado em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional, públicos e privados. A iniciativa visa somar esforços aos programas nacionais existentes e ao trabalho executado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilâncias Sanitárias locais.

(Fonte complementar: hospitais.proadi-sus.org.br)

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