OutrosPolítica em Três Pontas

Ministério da Agricultura vai ajudar a encontrar soluções para cafeicultores que tiveram perdas com geada, diz ministra Tereza Cristina esteve em Alfenas, onde visitou lavouras e ouviu as demandas dos produtores de café

“Solução existe, confiem”. Com otimismo, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, encerrou a reunião de emergência com produtores de café na manhã de hoje (23), em Alfenas.

Embora a visita ao Sul de Minas tenha sido rápida, a ministra conseguiu visualizar o estrago nas lavouras cafeeiras deixado pela geada da última terça-feira (20), considerada a mais forte na região dos últimos 27 anos.

“Quando eu recebi os relatos da geada do dia 20 de julho, eu fiquei muito preocupada. Eu sei o esforço para produzir e a frustração de perder a plantação num ano com boas previsões de valores. Viemos aqui para ver, ouvir e achar soluções em conjunto, sentarmos à mesa para identificarmos uma solução, que não será única. A geada pegou pontos diferentes e, por isso, vamos trabalhar em uma solução para as perdas grandes, totais, médias e pequenas. Em conjunto com o estado de Minas Gerais, prefeitos e cooperativas nós vamos chegar à solução”, disse a ministra ao prestar solidariedade aos produtores, também, em nome do presidente Jair Bolsonaro.

Tereza Cristina pediu para que os produtores forneçam dados detalhados sobre as perdas, para ajudar na elaboração das políticas públicas necessárias para o setor. “O levantamento que será feito pelas equipes técnicas do estado, pela nossa equipe da Conab será fundamental para se construir uma política para a região. Pedimos para os produtores que eles nos forneçam os dados corretamente, fotografem as suas lavouras neste momento e que todo mundo fique tranquilo porque juntos vamos achar um caminho para sair dessa situação de perdas que a geada nos trouxe”. 

A ministra frisou que o governo vai ajudar a encontrar soluções, principalmente para os pequenos produtores. “Vamos sentar com as cooperativas, com os bancos, o Ministério da Agricultura tem o Funcafé que é um dinheiro da cafeicultura. Com essa perda avaliada, vamos ver como podemos ajudar os produtores, principalmente os pequenos, que são os que têm menos recursos para se reerguer”, pontuou.

Antes da reunião, realizada no Sindicato Rural de Alfenas, Tereza Cristina e demais autoridades estaduais visitaram a lavoura de café da Fazenda Primavera para verificar de perto as perdas na produção do grão.

A secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Ana Maria Valentin, afirmou que o governo estadual fará um levantamento da atual situação de cada lavoura atingida: “de primeira ordem, o que o estado pode fazer é um laudo bem feito, honesto, que mostre realmente o que cada produtor perdeu para saber quem sofreu mais e o que cada um irá precisar, um laudo que dê segurança para todos os envolvidos no processo”.

O deputado federal Emidinho Madeira (PSB-MG), presidente da Frente Parlamentar do Café, reforçou a importância da organização dos produtores em cooperativas e disse que irá lutar pela renegociação dos prazos para pagamento de financiamentos. “Os cafeicultores daqui ajudam a desenvolver outras cidades, que recebem os recursos do café indiretamente. Temos que conseguir ajudar o produtor, vamos pedir carência de um ano, dois para que os produtores possam honrar seus compromissos”.

Acompanharam a ministra na reunião o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, e o diretor de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese. O presidente da Emater, Otávio Maia; o presidente do Sebrae, Carlos Melles, além de prefeitos, vereadores, produtores de café e representantes do setor também participaram do encontro.

Três Pontas

O prefeito de Três Pontas, Marcelo Chaves Garcia, falou em nome dos gestores municipais presentes no encontro de emergência. Atual presidente do Consórcio Público para o Desenvolvimento do Café (ConCafé), Marcelo Chaves – que também é cafeicultor, relatou que a cafeicultura é uma indústria a céu aberto e destacou o quanto a geada foi severa em toda a região, colocando dezenas de produtores em uma situação “muito delicada”. Para o chefe do Executivo trespontano, as consequências da geada histórica deverão recair diretamente em produtores e trabalhadores rurais e indiretamente em toda a economia local.

Entre as ações após a ocorrência da geada, o prefeito decretou Estado de Calamidade Pública (Decreto 11.745) nas áreas do município afetadas pelo fenômeno. Ele considerou perdas na produção cafeeira, hortaliças e, entre outras, em grãos tais como milho e feijão. Além de providenciar o Decreto que foi assinado ontem (22), Marcelo Chaves agendou reuniões com autoridades de todas as esferas e com representantes de bancos e dos próprios produtores para a obtenção de ajuda para vencer este momento difícil para a agricultura.


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Com fama de “Capital Mundial do Café”, Três Pontas foi representada na reunião, entre outras lideranças, pelo presidente da Cocatrel, Marco Valério Araújo Brito, pela integrante do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Carmem Lúcia Chaves de Brito (Ucha) e pela diretora executiva da BSCA, Vanusia Nogueira.

(Com informações complementares e fotos: MAPA) / (Reprodução Frente Parlamentar do Café)

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