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Observadores sociais de Três Pontas serão empossados; missão é aprimorar a gestão pública

Próxima segunda-feira, 7 de outubro. Às 19 horas, no Auditório “Moacyr Pieve Miranda” (*) serão empossados os membros do Observatório Social de Três Pontas (OSTP). Cada um deles aceitou o desafio de trabalhar voluntariamente por melhorias para o município, através de ações que levem a uma gestão pública mais eficiente.

Observatório Social do Brasil

Acompanhar as compras realizadas pela Prefeitura (desde o lançamento do edital até a entrega do produto) a fim de evitar desvios, desperdícios e outras irregularidades, ou seja, prevenir o mau uso do dinheiro público, está entre as atribuições. Neste quesito, uma das atividades pretendidas, segundo o presidente da Acai-TP, Bruno Dixini Carvalho, será dar mais visibilidade aos editais, ampliando, assim, o número de empresas – principalmente da cidade – com a possibilidade de fornecer com transparência e economia seus produtos aos órgãos da Administração Municipal.

O presidente da Acai-TP, Bruno Dixini Carvalho, afirma que o OS é uma “roda do bem” que tem como objetivo melhorar a gestão pública

O grupo deverá ainda seguir bem de perto o trabalho dos vereadores realizando, inclusive, uma avaliação do quanto custam aos cofres públicos e pontuar o desempenho deles em favor da comunidade. Monitorar obras, propor leis que aperfeiçoem a Administração Pública, promover a educação fiscal também são competências asseguradas aos observadores sociais.

“Nossas expectativas são as melhores. O Observatório Social é uma roda do bem, é um espaço onde o cidadão atua de forma responsável e efetiva, gerando economia de recursos, consequentemente, abrindo campo para que mais ações sejam feitas em favor dos munícipes”, comentou Bruno Carvalho na manhã de sábado (28), quando a Comissão Organizadora concretizou mais um passo na longa caminhada de fundação do OSTP: uma palestra, ministrada pelo diretor executivo do Observatório Social de Sete Lagoas, Paulo Henrique Rocha Leão.

Diretor executivo do OS de Sete Lagoas, Paulo Henrique, apresentou aos trespontanos ferramentas de atuação e mostrou dados impressionantes de economia gerada aos cofres públicos da cidade

Com o evento, o OSTP passou a integrar oficialmente o Observatório Social do Brasil (OSB), presente em 144 municípios de 17 estados. Em Minas, nove cidades contam com a instituição não-governamental sendo Três Pontas a segunda no Sul do estado a ter o pedido aprovado. A primeira é Machado. Divinópolis, Itabira, Pará de Minas, Paracatu, Piumhi, Sete Lagoas e Uberlândia também vivenciam a nobre experiência, conforme mostra o mapa do Sistema no site oficial do OSB.

“Este é um momento ímpar para a cidadania trespontana. A Associação Comercial vem buscando mostrar o poder que o cidadão tem ao participar ativamente das decisões da cidade e o Observatório Social é formado por pessoas que se preocupam em dar sua parcela de contribuição. Tenho certeza que conseguiremos prosperar neste ambiente de cooperação, de troca de ideias, de apoio mútuo olhando amplamente para o conjunto cidade”, registrou Bruno Carvalho.

Ainda na opinião do presidente da Acai, Três Pontas é uma cidade privilegiada, que oferece um bom padrão de vida, mas que pode melhorar com gestões modernas e econômicas que resultem em mais – e cada vez melhores – serviços prestados pelo Poder Público.  

Tais Marcela Bonde (coordenadora do OSTP), Helio de Carvalho Junior (gerente de Negócios da Acai), Paulo Henrique (diretor executivo do OS de Sete Lagoas) e Bruno Dixini Carvalho (presidente da Acai)

Palestra

Dirigindo-se aos trespontanos reunidos na Acai, Paulo Henrique Leão mostrou, entre várias conquistas, que em Sete Lagoas, o OS conseguiu economizar milhões em apenas dois anos de atuação. “É um trabalho preventivo. A pessoa sai da condição de só reclamar, sai do conformismo e parte para a ação. Três Pontas, com pessoas engajadas e utilizando ferramentas do OSB também vai obter sucesso”, desejou.

Na oportunidade, o diretor executivo compartilhou informações que elucidaram a importância do OS, por exemplo, a regulamentação no município da Lei Federal 12.846 conhecida como Lei Anticorrupção ou Lei da Empresa Limpa, a criação do Programa de Integridade Pública e o desenvolvimento de um programa de “Compliance” distribuído gratuitamente para a Prefeitura e todos os órgãos públicos da cidade de Sete Lagoas, com o objetivo de aperfeiçoar as licitações. A ferramenta, explicou Paulo Henrique, dá origem a uma cultura de prevenção local permanente.

O palestrante destacou que o OS auxilia na criação de um ambiente de concorrência limpa e que promove uma transformação desejada pelo cidadão de bem, afastando possibilidade de fraudes, combatendo a corrupção, enfim, zelando pela aplicação ética, legal, transparente dos recursos públicos.

Caminhada

A ideia de constituir o OSTP nasceu em 2016, quando a Associação Comercial era presidida por Michel Renan Simão Castro. Para filiar-se à rede é necessário cumprir uma metodologia padronizada pelo Observatório Social do Brasil que inclui a capacitação dos integrantes. Aliás, os membros devem ser pessoas idôneas, apartidárias, imparciais em relação à política local e não ser fornecedores ou servidores do município para que não haja conflitos de interesses. 

“Devido à importância, tenho certeza que esse grupo aumentará a cada dia. Certamente teremos uma Três Pontas melhor”, encerrou o atual presidente da Acai-TP, Bruno Carvalho, com o entusiasmo comum àqueles que se importam com o BEM COMUM, com a JUSTIÇA SOCIAL e que desejam fazer a diferença.

Lideranças reunidas em defesa da causa social

(*) O Auditório “Moacyr Pieve Miranda” fica na Rua Afonso Pena, 33 – Centro de Três Pontas, anexo à Associação Comercial e Agroindustrial (Acai-TP).

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