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Geada atinge lavouras de café em Três Pontas e compromete a próxima safra


Há muitos anos, Três Pontas não era atingida por uma geada, ainda mais com intensidade semelhante à que foi registrada nesta segunda-feira (18). Os termômetros chegaram a 4.8 graus, conforme notificou a estação meteorológica da Cocatrel. O resultado da queda brusca da temperatura está nos campos. Em vários pontos do Município, lavouras – principalmente de café – foram afetadas.

Cosme Vitor de Loredo Engenheiro Agrônomo Extensionista Emater MG 1

Ao visitar lavouras de Três Pontas, o Engenheiro Agrônomo Cosme de Loredo notifica que a geada de segunda-feira provocou a queima das folhas e ramos dos cafeeiros

O Engenheiro Agrônomo e Extensionista da Emater-MG, Cosme Vitor de Loredo, percorre as propriedades produtoras do grão. “Os danos foram inevitáveis. Folhas e ramos de lavouras novas e adultas estão queimados. Isso significa perda de produtividade na próxima safra”, afirma.

Loredo explica que, sem as folhas que irão secar e cair em consequência do congelamento, a planta será prejudicada no tocante à fotossíntese, acúmulo de reservas e até mesmo pela perda dos ramos produtivos que iriam florir na próxima safra. Isso influenciará negativamente no crescimento vegetativo e no desenvolvimento dos frutos após a florada, esperada para final de agosto e também para os meses de setembro e outubro.

Danos, em maioria, vieram do tipo “capote”

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Efeitos da geada foram sentidos em pontos específicos e, felizmente, não em lavouras inteiras

Mesmo sendo a cafeicultura uma atividade tradicional no Município, muitos produtores querem saber como lidar com a situação, até mesmo porque o fenômeno foi visto pela primeira vez por vários jovens que herdaram a atividade dos pais.

O Engenheiro Agrônomo esclarece que a condução da planta depende da intensidade dos danos que ela sofreu e que esses prejuízos podem ser superficiais, parciais ou severos.

Em Três Pontas, os danos, em maioria, são do tipo capote, ou seja, a geada queimou folhas e ramos da parte superior da planta, mas o tronco foi preservado. Outra característica predominante do fenômeno na Cidade, foi o congelamento em pontos isolados e, não, em lavouras inteiras, o que agravaria em termos de perdas futuras.

Loredo comenta que a decisão dos procedimentos de recuperação será personalizada, considerando – além do nível da gravidade apresentado em cada lavoura – também outros aspectos, tais como, a idade, a localização e até mesmo o tipo de cultivar que ocupa a área.

Em relação aos frutos maduros e secos, que já estão sendo colhidos, não há motivos para preocupação porque sobre eles não há influência da geada.

Município vai elaborar documento em favor do produtor 

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Idade é um dos aspectos a serem observados no plano de recuperação das lavouras atingidas pela geada

A Emater, juntamente com a Cocatrel, sindicatos e associações de produtores de café e hortaliças, vai elaborar um documento relatando os estragos da geada em Três Pontas. Segundo Cosme Loredo, a formalização é essencial para assegurar direitos aos produtores, por exemplo, possível repasse de verbas governamentais e prorrogação de dívidas.

Meio às decisões a serem tomadas, fica a expectativa de reação dos preços do café. Pelo menos a lei da oferta e procura deve pesar favoravelmente para os produtores no ano que vem – esperam eles.

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Folhas deverão cair, o que compromete crescimento da planta e desenvolvimento dos próximos frutos

Três dias

Em Três Pontas, houve geada ainda na terça-feira (19) quando a mínima registrada pela estação meteorológica da Cocatrel foi de 9.4 graus. Os efeitos sobre os cafezais foram de pouca intensidade.

A primeira geada veio no início do mês de junho com efeito também moderado sobre as plantas, conforme constatou o Engenheiro Agrônomo da Emater-MG, escritório local.

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