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Segundo pesquisa, quem apanha na infância pode se tornar um adulto violento – Proteger é uma responsabilidade de todos e o SintonizeAqui abraça a causa

Jéssica Mesquita Silva/Arlene Brito

Dados apresentados pela Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani, 2009) mostram que, em média, 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil. O número representa 12% dos 55,6 milhões de brasileirinhos menores de 14 anos.

Lembrar os direitos das crianças e dos adolescentes e combater a violência contra eles são objetivos de uma data que em Três Pontas passa despercebida ou, ao menos, sem mobilizações públicas expressivas: o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão. Em 4 de junho são lembradas todas as vítimas infantis de afogamento, envenenamento, espancamento, queimadura, trabalho, abuso sexual, entre outros maus tratos que acontecem diariamente no ambiente familiar – onde estas vítimas deveriam estar em total segurança.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ou simplesmente pelo fato da violência recair sobre um ser humano, indefeso na imensa maioria das vezes, toda criança tem direito à educação e deve ser amada, cuidada e protegida de qualquer tipo de situação que coloque a sua integridade em risco.

Garantir um ambiente seguro para o crescimento das crianças é um dever dos pais, mas também das famílias, dos professores, educadores, dos governantes, da comunidade. E uma das formas de cumprir esta obrigação e livrar as vítimas do sofrimento é denunciar, ligando para o número 100.  

Pesquisa aponta que “quem apanha na infância pode virar um adulto violento”

Em 2012, a Universidade de São Paulo (USP) divulgou pesquisa mostrando que “quem apanha na infância, muitas vezes, vira um adulto violento, que espanca crianças”. O estudo, que ouviu 4.000 pessoas em 11 capitais, apontou que o agressor de hoje já foi vítima da violência na própria casa no passado.

“Quem sofre a punição física quando criança tende a aprender isso também como comportamento aceitável e como uma maneira de lidar com o conflito. Se ele não tiver outras maneiras, outros modelos ao longo da vida, isso tende a se repetir”, explicou Renato Alves, pesquisador do Núcleo de Violência da USP. 

Alves informou ainda que, pela pesquisa, 70% das pessoas ouvidas disseram ter apanhado quando crianças, sendo que 20% todos os dias. Foi esse grupo, dos que sofriam agressão com frequência, que admitiu que bateria muito nos filhos quando eles se comportassem mal.

A maioria dos entrevistados apanhava com vara, chinelo, palmada e pedaços de pau. “Geralmente você começa dando uma palmada até que essa aparente e inocente punição física se transforme em espancamento com pedaço de pau”, disse o pesquisador.

SintonizeAqui é parceiro!

Semana de Combate Abuso Sexual Crianças e AdolescentesCiente da sua responsabilidade social, o SintonizeAqui vem divulgando alguns vídeos produzidos com a finalidade de combater dois tipos de violência praticados contra crianças e adolescentes: o abuso e a exploração sexual. Esses materiais são frutos de uma parceria firmada entre o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e a promotora de Justiça, Dra. Ana Gabriela Brito Melo Rocha, dentro de um projeto criado para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio). A finalidade, reforça a integrante do Ministério Público, é propagar informações relevantes, por meio de mensagens diretas, que se prestem a inibir violações de direitos de crianças e adolescentes.


Sintonize mais: Veja como surgiram os vídeos informativos


Considerando que essas violências estão nas estatísticas da Sipani e de outras instituições e que elas acontecem praticamente todos os dias e bem próximo de todos nós, mesmo nas cidades interioranas como é o caso de Três Pontas, o SintonizeAqui seguirá reproduzindo os vídeos que foram gravados por artistas do município que também abraçaram a causa. Embora simples, esta é uma manifestação de apoio às crianças e adolescentes daqui e do mundo inteiro. 

Aproveite, então, para ler, ouvir, ver, praticar as orientações gravadas pela cantora Tainara Mazote e “Faça Bonito” você também combatendo o abuso e a exploração sexual infanto-juvenil”

“Bom gente, eu sou a Tainara Mazote e hoje estou aqui para falar de um assunto que normalmente desperta emoções intensas e que merece atenção para que seja adquirida a conscientização necessária para o combate ao abuso e exploração contra a criança e o adolescente, pois é preciso romper com o pacto de silêncio que encobre este tipo de violência. Não se pode ter medo de denunciar. Esta é a única forma que temos de ajudar esses meninos e meninas. Disque 100 e denuncie. Sua voz pode salvar uma vida.”

(Fontes complementares: Sipani; Jornal Hoje 19/07/2012 – Foto página principal: Divulgação Ilustrativa Net) 

 

 

 

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