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Periferia: panorama de acessibilidade na zona urbana de Três Pontas (ou a falta dela)

Bruno Máximo: colaborador

Hoje venho trazer para vocês mais um pouco das coisas que precisamos mudar no nosso município, no que tange à acessibilidade.

Três Pontas, com os seus mais de 56.000 moradores, ainda é um município muito carente quando o assunto é acessibilidade. E quando a coisa é nos bairros mais carentes? Aí, sim, o panorama é assustador. Vocês sabem que 90% das pessoas com deficiência moram nas periferias? Então nós moramos, na maioria dos casos, nos bairros mais afastados da região central, e consequentemente, sofremos as piores privações quando o assunto é o direito de ir e vir.

Vocês sabem por que vocês não encontram tantas pessoas com deficiência nas ruas? Pela falta de acessibilidade. Ora, como uma pessoa com mobilidade reduzida poderá trafegar por calçadas que não possuem rampas ou espaço suficiente para uma cadeira de rodas poder passar?

“Valas” estão em várias ruas de Três Pontas comprometendo a segurança dos pedestres, mais ainda, de pessoas com deficiência (Foto: Bruno Máximo)

Sou morador de um dos maiores bairros aqui da cidade de Três Pontas que é o Bairro Aristides Vieira. E por aqui não existem rampas, então não há acessibilidade. O que encontramos por aqui são várias valas entre um quarteirão e o outro, valas que atrapalham na mobilidade de um cadeirante ou de qualquer pessoa que for distraída ou com problemas de locomoção. As madames que gostam de usar salto alto também! Já pensou se você está caminhando e do nada o seu pé agarra em uma dessas valas?

A Prefeitura diz que elas servem para escoar água da chuva, mas quando chove a coisa piora. Simples: quando chove, a rua inunda, pois essas valas transbordam e fica praticamente impossível atravessar de um quarteirão para o outro.

Nas praças também não tem acessibilidade, mas houve ao menos uma tentativa que quase deu certo, e que só não deu certo por não fazerem a rampa para os cadeirantes de forma nivelada, ou seja: na altura e dimensão corretas.

Não podemos nos calar, aliás, quando forem desenvolver projetos de acessibilidade – além de consultar normas – é bom também ouvir a opinião de quem realmente entende do assunto: o cidadão com deficiência!

Gostaria que a gente falasse do seu bairro? Entre em contato com a gente:
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Nosso colaborador
Bruno Máximo é Vice-Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Três Pontas e Vice-presidente da Associação Trespontana dos Portadores de Deficiência (ATPD).

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