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IPSEMG deve R$ 130 mil ao Hospital de Três Pontas, por isso, atendimentos do Plano de Saúde estão suspensos

Arlene Brito

Sem receber integralmente o salário do mês de maio e sem a menor expectativa de quando virá também o pagamento de junho, os professores da rede estadual de Ensino de Três Pontas e região sentem a situação piorar. Nesta quinta–feira (21), o provedor do Hospital São Francisco de Assis, Michel Renan Simão Castro, divulgou que estão suspensos na Santa Casa trespontana os atendimentos do Plano de Saúde Ipsemg.

A decisão foi tomada ontem (20) mediante a falta de repasses do Instituto. Segundo o provedor, desde fevereiro a Santa Casa não recebe valores referentes ao convênio e o débito é de R$ 130 mil. Michel Renan afirma que os atendimentos referentes ao Plano só voltarão a acontecer após o Ipsemg regularizar o pagamento.

“A situação dos funcionários chegou num ponto muito complicado. Gradativamente vamos perdendo o que antes tínhamos orgulho do Governo de Minas. O Ipsemg, a algum tempo vem deixando de cumprir com seus compromissos e agora todos os atendimentos estão suspensos, inclusive da Santa Casa de Três Pontas. Esta situação atinge todo o funcionalismo público que sempre contou com o Ipsemg para cuidar da própria saúde e de seus familiares. É triste saber que estamos perdendo tudo que, dignamente, deveríamos desfrutar”, lamenta Edith Ferreira da Silva Bárbara, supervisora na Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira.

Outros professores ouvidos pelo SintonizeAqui relatam que o desconto em folha acontece rigorosamente em dia e, mesmo bancando o Plano, ficam sem acesso a ele, o que julgam revoltante. “Isso gera uma indignação. Não sabemos para onde vai o dinheiro descontado”, é o questionamento praticamente unânime.

Um detalhe, citado pelo grupo de servidores estaduais trespontanos é que o desconto feito pelo Ipsemg não cobre integralmente alguns procedimentos dos convênios. Então, o professor que recorre a eles é quem arca com  o restante da despesa. A porcentagem do valor também é descontada em folha do servidor.

“Os débitos do Ipsemg junto a médicos, hospitais e laboratórios levam ao cancelamento dos convênios. Já perdemos vários”, é mais um triste relato.

Luto pela Educação 

Na tarde desta quarta-feira (20), os professores estaduais de Três Pontas voltaram a se reunir na Praça Cônego Victor, Centro da cidade. Muitos vestiam preto, simbolizando o caos da Educação e a dor sentida pelos servidores frente à desvalorização por parte do Governo do Estado.

Manifestação de professores estaduais ativos e inativos no Centro de Três Pontas (Foto: Else Vasconcelos)

Escolas estaduais de praticamente todas as regiões de Minas suspenderam as aulas e asseguram que não retomarão as atividades enquanto não houver a regularização dos salários atrasados. A categoria também reivindica ao governador Fernando Pimentel (PT) a volta do pagamento salarial no 5º dia útil do mês (alterado para o 13º dia), o fim do escalonamento (servidores com salário até R$ 3 mil líquidos recebem integralmente na primeira parcela – exceto professores; salários até R$ 6 mil líquidos são quitados na segunda parcela e valores acima de R$ 6 mil líquidos recebem o restante na terceira parcela) e ainda o fim do parcelamento imposto aos professores com remuneração de até R$ 3 mil líquidos. 


Sintonize mais: Em Três Pontas, professores da Rede Estadual de Ensino mostram à comunidade as dificuldades impostas pelo Governo


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