Operação Trem Fantasma – Tribunal de Justiça emite liminar e réu deixa o presídio de Três Pontas
Arlene Brito

Acusado de envolvimento em esquema de desvio de recursos públicos da Prefeitura, Funchal passou a cumprir medidas cautelares. Ele não pode, por exemplo, entrar nos prédios da Prefeitura, se aproximar de testemunhas e se ausentar da Comarca sem autorização judicial.
A acusação
O suposto envolvimento do ex-chefe de Apoio Administrativo em esquema fraudulento surgiu em uma primeira fase de investigações do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG). Batizada de Operação “Trem Fantasma”, a ação aponta que um grupo de funcionários da Prefeitura de Três Pontas simulava a compra de peças e combustíveis e usava como “destino” veículos sucateados que ainda pertencem à frota do município.
Deflagrada no dia 15 de maio, a Operação levou para o Presídio, além de Ralph, José Gileno Marinho (então secretário municipal de Transportes e Obras), Roberto Barros de Andrade (então secretário municipal de Fazenda), Nicésio Campos Silva (ex-chefe da Divisão de Tesouraria) e Francisco Henrique de Araújo (ex-chefe da Divisão Mat.Pat.Serv.Gerais). “Ique” foi o primeiro a deixar o Presídio, assim que cumpriu a prisão temporária. Os demais seguem em prisão preventiva.
O Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo Varginha, em ação conjunta com a 3ª Promotoria de Três Pontas, ofereceu à Justiça denúncia criminal relativa à Operação “Trem Fantasma”. Isto significa que os cinco trespontanos passaram de investigados a réus. Ao todo, o MP listou 24 crimes que teriam sido cometidos por eles: organização criminosa, embaraço às investigações, peculato (20 crimes), fraude em licitação e fraude na execução de contrato.



